7 FATORES para Prevenir um Acidente Vascular Cerebral – AVC ou Derrame

Algumas pessoas são mais propensas que outras a ter um acidente vascular cerebral e aqui listamos sete maneiras de reduzir os riscos de um AVC, o popular "derrame".

No artigo AVC – Acidente Vascular Cerebral ou Derrame: O Que Você Deve Saber falamos sobre o que é um AVC ou Derrame, sinais e sintomas e os fatores de risco.

A idade torna a pessoa mais suscetível a ter um acidente vascular cerebral, assim como ter uma mãe, pai ou outro parente próximo que teve um AVC.

Não é possível deixar de envelhecer ou mudar a família, mas há outros fatores de risco para um acidente vascular cerebral que a pessoa pode controlar, desde que esteja ciente deles.

1. Controlar a pressão arterial

A pressão arterial elevada (hipertensão arterial sistêmica) é um fator extremamente importante, dobrando ou mesmo quadruplicando o risco de acidente vascular cerebral se não for controlada.

A pressão arterial elevada é o fator que mais contribui para o risco de acidente vascular cerebral em homens e mulheres.

A meta ideal é manter uma pressão arterial de menos de 120 x 80 mmHg. Mas para alguns, um objetivo menos agressivo, como 140 x 90 mmHg, pode ser mais apropriado.

Como alcançar a meta:avc

  • Reduzir o sal na alimentação a não mais de 2 gramas por dia (cerca de meia colher de chá).
  • Evitar alimentos ricos em colesterol, como hambúrgueres, queijo e sorvete.
  • Comer de 4 a 5 xícaras de frutas e legumes todos os dias, uma porção de peixe duas a três vezes por semana e várias porções diárias de grãos integrais e de produtos lácteos com baixo teor de gordura.
  • Fazer atividade física – pelo menos 30 minutos de atividade por dia.
  • Não fumar.
  • Se necessário, tomar medicamentos para a pressão arterial.

2. Manter o peso saudávelavc

A obesidade, bem como as complicações associadas a ela (incluindo pressão alta e diabetes mellitus), aumentam as chances de a pessoa ter um acidente vascular cerebral. Quem está com sobrepeso, perder ao menos 10 quilos pode ter um impacto real sobre o risco de ter AVC.

O objetivo é manter o índice de massa corporal (IMC) em 25 ou menos.

Para alcançá-lo, a pessoa deve tentar comer não mais de 1.500 a 2.000 calorias por dia (dependendo do nível de atividade e o IMC atual).

Aumentar a quantidade de exercício físico com atividades como caminhar, praticar esporte e evitar algumas facilidades, como usar elevadores para poucos andares.

3. Mais exercício físico

A atividade física contribui para perder peso e baixar a pressão arterial, mas também está por conta própria como um redutor do risco de derrame independente.

O objetivo é praticar exercício físico em uma intensidade moderada, pelo menos, cinco dias por semana.

Para atingir o objetivo:

  • Faça caminhada, preferencialmente todas as manhãs após o café da manhã.
  • Reuna amigos para as atividades. Pessoas com o mesmo objetivo se ajudam.
  • Para exercícios mais intensos, faça uma avaliação médica antes.
  • Pegue as escadas em vez de um elevador.
  • Se não for possível 30 minutos consecutivos para o exercício, divida em sessões de 10 a 15 minutos algumas vezes por dia.

4. Bebidas alcoólicas: beber com moderaçãoavc

Estudos mostram que indivíduos que bebem mais de três doses de bebidas alcoólicas por dia podem correr o risco de sofrer AVC com uma antecedência de quase 15 anos em comparação com as pessoas que não fazem uso pesado de álcool.

A meta é beber bebida alcoólica com moderação.

Para beber com moderação:

  • Tomar, no máximo, 3 doses quando for beber.
  • Evite beber diariamente.
  • Se for beber, prefira vinho tinto, porque contém resveratrol, que tem propriedade anti-inflamatória e pode proteger o coração e o cérebro.

5. Tratar a fibrilação atrial

A fibrilação atrial é uma forma de arritmia (batimento cardíaco irregular) que provoca a formação de coágulos no coração. Esses coágulos podem, então, viajar para o cérebro, produzindo um acidente vascular cerebral isquêmico.

O objetivo é manter a fibrilação atrial crônica sob controle, já que não tem cura, e evitar a formação de coágulos.

Para alcançá-lo, a pessoa deve manter as consultas médicas em dia, tomar as medicações prescritas para o controle da arritmia e, conforme orientação médica, tomar anti-agregante plaquetário, geralmente ácido acetil salicílico (AAS ou Aspirina),  para evitar a formação de coágulos.

6. Controlar o diabetes mellitus

O aumento do açúcar no sangue causa danos nos vasos sanguíneos ao longo do tempo, fazendo com que seja mais fácil a formação de coágulos dentro deles.

A meta é manter o nível de açúcar no sangue sob controle.

Para alcançá-la, a pessoa deve controlar o nível de açúcar no sangue com uma alimentação adequada, fazer exercícios físicos e usar medicamentos, conforme indicado pelo médico.

7. Parar de fumar

Fumar acelera a formação de coágulos, pois “engrossa” o sangue e aumenta a quantidade de acúmulo de placa nas artérias. Também reduz o calibre dos vasos sanguíneos.

A meta de parar de fumar deve se alcançada.

A pessoa deve conversar com o médico para saber a maneira mais adequada para parar de fumar.

Não desista. A maioria dos fumantes precisa de várias tentativas para parar. Cada tentativa é um passo mais perto de conseguir.

Referências